quinta-feira, 7 de abril de 2016
Adoração - J. N. Darby - Tradução Lemão
Alguns
desejam ter um pensamento definido de como realmente é adorar. Primeiro
deixe-me dizer que as reuniões de pregação do evangelho e de leitura são bem
distintas da de adoração, e uma coisa que eu gostaria de observar: a salvação é
o primeiro passo necessário para adoração.
quinta-feira, 3 de março de 2016
As Três Pessoas da Divindade - Lemão
Alguns pensamentos
sobre
As Três Pessoas da Divindade
A palavra Trindade
não é encontrada nas Escrituras, foi utilizada apenas para
transmitir a ideia de uma pluralidade das Pessoas na Divindade.
Em
Gênesis 1.1, Deus
é apresentado na Sua pluralidade com o nome de Elohim que é plural de Eloah
– o Supremo – isto é Divindade no sentido absoluto.
O versículo seguinte nos mostra outra
Pessoa: “... o Espírito pairava sobre as águas”.
Na dispensação em que
vivemos (dispensação da Graça de Deus) temos a plena revelação das três Pessoas
da Divindade, as quais são: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo – são
três Pessoas distintas – o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
Os três são um. Não é dito que os três ‘são um só’ como se fossem
‘três em um’. A unidade Deles está relacionada com Seus propósitos.
Em João 10.30 o Senhor Jesus disse: ‘Eu e o Pai somos um’;
Ele não disse: ‘Eu e o Pai somos um só’.
As três pessoas da divindade são claramente vistas de uma
maneira bem distinta em Mateus 3.16 e 17 – o Filho (Jesus) em Seu
batismo, o Espírito Santo descendo sobre Ele e o Pai dizendo:
‘Este é o meu Filho amado, em quem Me comprazo’.
Das três pessoas, O que deixou a glória, vindo a este mundo,
fazendo- Se homem para morrer por nós, foi o Filho; depois que Ele ressuscitou,
voltou para o mesmo lugar de onde havia saído, assentando-Se a destra da
Majestade (Deus) nas alturas, e como resultado da Sua obra Ele cumpriu a
promessa que havia feito aos Seus discípulos enviando o Espírito Santo (outra
pessoa) para habitar nos crentes e entre os crentes.
Quando nas Escrituras diz que “há um só Deus”, sempre está
em relação com os ‘outros deuses’.
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Luís Campos – Lemão – fevereiro de 2016.
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Luís Campos – Lemão – fevereiro de 2016.
sexta-feira, 6 de novembro de 2015
O GRAO DE TRIGO - Luis Campos (Lemão)
“Em verdade,
em verdade vos digo: Se o grão de trigo caindo na terra, não morrer, fica ele
só; mas, se morrer, produz muito fruto” (João 12.24).
Muitos
aplicam esse versículo usando o princípio natural para exortar ao desapego e à renúncia,
e pensam que dessa forma poderão frutificar. Realmente, é uma grande verdade -
se não ‘morrermos’ não daremos ‘frutos’.
Porém, vemos
algo mais nesse versículo, esse ‘grão de trigo’ é o próprio Senhor, se Ele não
morresse ficaria só. ‘Só’, porque ninguém há que se iguale a Ele. Entre os
homens era um ‘semelhante’ aos outros, mas, com uma grande diferença: nEle não
havia pecado.
“Tende em vós
o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em
forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo
se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens;
e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente
até à morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe
deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo
joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus
Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2.5-11).
Não devemos
comparar a humanidade do Senhor Jesus com a dos outros homens, nem com a de
Adão antes da queda. A humanidade do Senhor era perfeita, nEle não havia pecado
e nem a possibilidade de pecar, Jesus é o Filho do Homem, Adão não era. Mas, ao
mesmo tempo, Jesus foi nascido pela virtude divina, e por isso, o “Ente Santo”
que nasceu de Maria foi chamado o Filho de Deus: o que não é verdadeiro em
nenhum outro. (Lucas 1.35)
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Uma só fé - Lemão
Normalmente as pessoas falam
muito de fé, que nós devemos ter fé para conseguir alguma coisa, para
atravessar alguma situação e, realmente, nós devemos ter fé. Só que a palavra
fé na Bíblia refere-se a uma fé que está sempre em harmonia com Deus, ou seja, de
acordo com a Palavra de Deus, com a própria Bíblia. Uma fé que não está em
harmonia com Deus pode ser qualquer coisa, menos fé. Pode ser fanatismo, pode
ser superstição, podem ser várias coisas que denominam como fé, mas a fé, como
diz Paulo na sua carta aos Efésios, é uma fé cristã, de acordo com os
pensamentos de Deus.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Casa do Pão - Reunião para Jovens
Limeira, julho de 2010 – Lemão
A primeira leitura será no livro de Rute: “E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra: pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele e sua mulher, e seus dois filhos. E era o nome deste homem Elimeleque, e o nome de sua mulher Noemi, e os nomes de seus filhos Malom e Quiliom , efrateus, de Belém de Judá: e vieram aos campos de Moabe , e ficaram ali. E morreu Elimeleque , marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos...” (Rute 1:1-3)
A primeira leitura será no livro de Rute: “E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra: pelo que um homem de Belém de Judá saiu a peregrinar nos campos de Moabe, ele e sua mulher, e seus dois filhos. E era o nome deste homem Elimeleque, e o nome de sua mulher Noemi, e os nomes de seus filhos Malom e Quiliom , efrateus, de Belém de Judá: e vieram aos campos de Moabe , e ficaram ali. E morreu Elimeleque , marido de Noemi; e ficou ela com seus dois filhos...” (Rute 1:1-3)
Elimeleque pegou a esposa e os filhos e saiu da cidade que morava, Belém de Judá, que era a sua cidade. Por que ele saiu de lá? Eles foram embora porque “houve uma fome na terra” e resolveu pegar a sua família e sair de lá para buscar um lugar onde pudessem encontrar comida. Só que Elimeleque cometeu um erro muito grave, que você lerá adiante.
Você já ouviu a palavra Betel? Abraão ergueu um altar em Betel, sacrificou ao Senhor e O adorou nesse lugar. Betel que dizer casa de Deus. E Belém, você sabe o que quer dizer? Casa do pão. Elimeleque estava saindo da 'casa do pão' para buscar comida em outro lugar. Por que Deus, Jeová, o Deus de Israel permitiu que houvesse fome na casa do pão (Belém)? Para prová-los, agora era a hora de provação.
Belém, como já diz o próprio nome, era um local onde Deus tinha os seus propósitos, e realmente era de onde iria surgir toda a bênção, o local onde nasceria o Senhor Jesus, o Verdadeiro Pão. E Elimeleque saiu de lá. Saiu da casa do pão porque entendeu que ali não haveria comida, preferindo se aventurar nas terras de Moabe. No fim da história, ele morre e morrem também os filhos, até que, mais tarde, voltam para lá Noemi e Rute, sua nora. E elas voltam para Belém, pois Noemi sabia que lá seria o local onde Deus iria abençoá-las.
O que isso quer dizer para nós? Belém era onde o Senhor abençoava. Hoje nós temos a Assembleia, onde Deus nos dá o alimento. Nós temos, graças ao Senhor, o privilégio de estudarmos a Palavra em nossas casas, recebermos do Senhor nosso manancial de cada dia e termos esse gozo. Mas nós entendemos que a Assembleia, onde o povo de Deus se reúne, é um local especial, que seria mais ou menos como a casa do pão, que é onde recebemos o “Pão”, que é o próprio Senhor Jesus, do Qual tudo provém.
Como Ele próprio disse: “Eu sou o pão que desceu do céu” (João 6:41). Só que, às vezes, nós somos provados. Às vezes nós passamos fome nesse lugar. Por quê? Por causa da nossa dureza. Às vezes isso acontece também por descontentamento de nossos irmãos, talvez por querermos outras coisas ou por acreditar que o mundo nos oferecerá muito mais do que Deus tem para nós.
No Evangelho de Lucas capítulo 10 também tem algo a nos dizer sobre isso: “E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram, e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele, e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão: E, aproximando-se, atou-lhes as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuido dele. E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar. Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira.” (Lucas 10:30-37)
Você já ouviu a palavra Betel? Abraão ergueu um altar em Betel, sacrificou ao Senhor e O adorou nesse lugar. Betel que dizer casa de Deus. E Belém, você sabe o que quer dizer? Casa do pão. Elimeleque estava saindo da 'casa do pão' para buscar comida em outro lugar. Por que Deus, Jeová, o Deus de Israel permitiu que houvesse fome na casa do pão (Belém)? Para prová-los, agora era a hora de provação.
Belém, como já diz o próprio nome, era um local onde Deus tinha os seus propósitos, e realmente era de onde iria surgir toda a bênção, o local onde nasceria o Senhor Jesus, o Verdadeiro Pão. E Elimeleque saiu de lá. Saiu da casa do pão porque entendeu que ali não haveria comida, preferindo se aventurar nas terras de Moabe. No fim da história, ele morre e morrem também os filhos, até que, mais tarde, voltam para lá Noemi e Rute, sua nora. E elas voltam para Belém, pois Noemi sabia que lá seria o local onde Deus iria abençoá-las.
O que isso quer dizer para nós? Belém era onde o Senhor abençoava. Hoje nós temos a Assembleia, onde Deus nos dá o alimento. Nós temos, graças ao Senhor, o privilégio de estudarmos a Palavra em nossas casas, recebermos do Senhor nosso manancial de cada dia e termos esse gozo. Mas nós entendemos que a Assembleia, onde o povo de Deus se reúne, é um local especial, que seria mais ou menos como a casa do pão, que é onde recebemos o “Pão”, que é o próprio Senhor Jesus, do Qual tudo provém.
Como Ele próprio disse: “Eu sou o pão que desceu do céu” (João 6:41). Só que, às vezes, nós somos provados. Às vezes nós passamos fome nesse lugar. Por quê? Por causa da nossa dureza. Às vezes isso acontece também por descontentamento de nossos irmãos, talvez por querermos outras coisas ou por acreditar que o mundo nos oferecerá muito mais do que Deus tem para nós.
No Evangelho de Lucas capítulo 10 também tem algo a nos dizer sobre isso: “E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos de salteadores, os quais o despojaram, e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E ocasionalmente descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e vendo-o, passou de largo. E de igual modo também um levita, chegando àquele lugar, e vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano, que ia de viagem, chegou ao pé dele, e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão: E, aproximando-se, atou-lhes as feridas, deitando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem, e cuido dele. E, partindo ao outro dia, tirou dois dinheiros, e deu-os ao hospedeiro, e disse-lhe: Cuida dele; e tudo o que de mais gastares eu to pagarei quando voltar. Qual, pois, destes três te parece que foi o próximo daquele que caiu nas mãos dos salteadores? E ele disse: O que usou de misericórdia para com ele. Disse, pois, Jesus: Vai, e faze da mesma maneira.” (Lucas 10:30-37)
Essa pessoa saiu de Jerusalém, local onde Deus havia escolhido para o Seu nome habitar. Essa pessoa estava lá, tinha o lugar de adoração, tinha tudo para ele, pois lá era a casa de Deus, mas ele saiu para ir para Jericó. Se você conhece a história de Jericó você sabe que esse foi um lugar de maldição. Jericó é um péssimo lugar construído à custa do sacrifício dos seus filhos, como foi predito por Deus que a reedificação dos muros de Jericó seria feita à custa dos seus filhos. E esta pessoa estava saindo justamente do lugar de bênção para ir a Jericó. Muitas vezes nós achamos que esse lugar não está bom, devido a certas controvérsias, desconfortos ou mesmo por esquecermos que "a aparência desse mundo passa". Às vezes nós achamos que a alegria desse mundo vai ser muito mais confortante para nós do que as coisas do Senhor. E dizemos: ‘Ah, estou cansado. Tantas vezes que já ouvi essas coisas’, principalmente os que são jovens, e eu sei que é difícil. O mundo está apertando de uma forma tal para que vocês desistam do caminho do Senhor. E isso ele vai fazer sorrateiramente. Ele não vai jogar escancarado.
Outro exemplo que temos é a parábola do filho pródigo. Ele pegou tudo o que tinha, pensando nos direitos que tinha, e foi embora pensando que viveria uma vida maravilhosa. Rico, estava uma maravilha, vivendo dissolutamente em uma terra longínqua e cheio de amigos. E é assim na nossa vida também, quando você está rico, tem muitos amigos. Quando você cai na pobreza pode até ligar que eles não vão atender. E isso eu falo literalmente. E foi isso o que aconteceu com ele. Veio fome na terra que ele estava, começou a passar necessidades e foi se agregar aos fazendeiros que o mandaram tratar de porcos. Mas foi aí que ele começou a cair em si. "E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai tem abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como uns dos teus jornaleiros. E, levantando-se , foi para o seu pai: e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho." (Lucas 15:17-21) Mas, ele não disse: “pai, trata-me como um dos seus servos”, porque ele viu que ele era filho, aquela era a sua casa. Ele não poderia achar que ele era um empregado, porque ele sempre vai ser o filho.
E o pai estava esperando, e de longe ele o viu. Assim também é Deus para conosco, Ele nos ama. E seja qual for a circunstância, Ele está esperando. O que aconteceu com aquela pessoa que saiu de Jerusalém é o mesmo que aconteceu com o filho pródigo. E essas são circunstâncias que Deus promove para que nós não cheguemos ao destino onde pensávamos que poderíamos chegar.
Providência de Deus
Veja na parábola do bom Samaritano que os salteadores malvados não permitiram que ele continuasse o seu caminho, mas isso nada mais foi do que providência de Deus. Apesar de tudo, foi provisão do Senhor para que ele não chegasse aonde ele queria. Como aconteceu na história de Jonas também. Então, tudo isso é misericórdia de Deus cruzando o nosso caminho para que não façamos aquilo que é do nosso querer. Isso é providência de Deus e misericórdia. Porque nós muitas vezes saímos de um lugar de bênção, como da casa do pão, para buscar comida aonde?! Se lá não tem pão, aonde vai ter? Se o Senhor não está sendo o suficiente para mim, o que será suficiente então?
Aqui nós vemos o Senhor intervindo por meio do Samaritano para salvar esse homem. E essa é uma figura do Senhor. O levita o viu e passou para o outro lado, bem como o sacerdote. Quem seriam o levita e o sacerdote para nós? A religião misturada com obras, e estamos cansados de saber que esses dois elementos não irão nos ajudar. Agora, o Samaritano, homem desprezado pelos Judeus foi lá e tratou das feridas desse homem. Esse é o Senhor. Ele vai atrás, Ele cura, Ele cuida, Ele faz tudo por nós.
Então irmãos, na hora que vier a fome, não desanime, olha para Ele e ore a Ele. Por que, Senhor? Por que eu estou com fome? Eu sei que o problema sempre vai ser meu. Por isso, não procure lançar culpa nos irmãos, colocar culpa nisso ou naquilo, nós somos culpados. Aquele jovem de Lucas 15, que é o filho ‘gastão’, significado de “pródigo”, falou: “[eu pequei] pequei contra o céu e perante ti”. Ele ficou lá sentado se lamentando? Não, ele se levantou e voltou ao lugar de onde tinha saído. E foi o que também aconteceu com esse homem o qual o Samaritano ajudou, foi o que aconteceu com Noemi, embora tenha perdido seu marido e filhos, e também com Jonas.
Não existe bênção fora de Cristo. Muitas vezes nos enganamos com o pensamento de que podemos ter algo fora de Cristo. Deus está dando o testemunho de que não há nada fora de Cristo. E Ele sempre vai trabalhar para mover os nossos corações para entender isso. E Ele é capaz. Nós vemos isso muitas vezes acerca do próprio evangelho, quando pensamos: ‘Nem vou falar nada para essa pessoa porque ela não vai acreditar’. E não é assim, aqueles que muitas vezes são escarnecedores, fazem isso justamente porque não têm paz. Teve uma ocasião em que um irmão estava distribuindo folheto abordou uma pessoa que picou todo o folheto evangelístico que recebeu e jogou os pedaços na sua cabeça, colocou a mão no bolso e foi embora. Depois essa pessoa foi atrás do irmão e, desesperada, porque quando ele colocou a mão no bolso ficou um pedacinho de papel grudado na mão dele, perguntou: ‘Olha, você me desculpa, mas: O que Jesus disse?’ O papel que estava grudado em sua mão continha apenas a frase: “E Jesus disse”, que lhe aguçou a curiosidade. E, a partir desse acontecimento, o irmão pregou o evangelho a ele. Então, não tem limites para misericórdia do Senhor alcançar uma pessoa.
Então, quando vem a provação nós não devemos tentar preencher nossas vidas com algo que só Ele pode preencher. Nós estamos cansados de saber que o Senhor é sempre o suficiente para nós. E aquele vazio que nós sentimos somente Cristo pode preencher e nada mais. Que essas poucas palavras sirvam de ânimo, porque o caminho muitas vezes fica duro, às vezes vem a prova, vem a fome, mas não podemos esquecer de que o Senhor está sempre ao nosso lado a cada dia.
Quando se levantar de manhã, lembre-se de que o Senhor está do seu lado aonde quer que vá. Aí também temos duas outras questões: primeiramente veja aonde você vai levar o Senhor e depois lembre-se de que você pode falar com Ele. Esse bendito Salvador que nos amou tanto está do nosso lado, fale com Ele que Ele irá responder.
Outro exemplo que temos é a parábola do filho pródigo. Ele pegou tudo o que tinha, pensando nos direitos que tinha, e foi embora pensando que viveria uma vida maravilhosa. Rico, estava uma maravilha, vivendo dissolutamente em uma terra longínqua e cheio de amigos. E é assim na nossa vida também, quando você está rico, tem muitos amigos. Quando você cai na pobreza pode até ligar que eles não vão atender. E isso eu falo literalmente. E foi isso o que aconteceu com ele. Veio fome na terra que ele estava, começou a passar necessidades e foi se agregar aos fazendeiros que o mandaram tratar de porcos. Mas foi aí que ele começou a cair em si. "E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai tem abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como uns dos teus jornaleiros. E, levantando-se , foi para o seu pai: e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão, e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho." (Lucas 15:17-21) Mas, ele não disse: “pai, trata-me como um dos seus servos”, porque ele viu que ele era filho, aquela era a sua casa. Ele não poderia achar que ele era um empregado, porque ele sempre vai ser o filho.
E o pai estava esperando, e de longe ele o viu. Assim também é Deus para conosco, Ele nos ama. E seja qual for a circunstância, Ele está esperando. O que aconteceu com aquela pessoa que saiu de Jerusalém é o mesmo que aconteceu com o filho pródigo. E essas são circunstâncias que Deus promove para que nós não cheguemos ao destino onde pensávamos que poderíamos chegar.
Providência de Deus
Veja na parábola do bom Samaritano que os salteadores malvados não permitiram que ele continuasse o seu caminho, mas isso nada mais foi do que providência de Deus. Apesar de tudo, foi provisão do Senhor para que ele não chegasse aonde ele queria. Como aconteceu na história de Jonas também. Então, tudo isso é misericórdia de Deus cruzando o nosso caminho para que não façamos aquilo que é do nosso querer. Isso é providência de Deus e misericórdia. Porque nós muitas vezes saímos de um lugar de bênção, como da casa do pão, para buscar comida aonde?! Se lá não tem pão, aonde vai ter? Se o Senhor não está sendo o suficiente para mim, o que será suficiente então?
Aqui nós vemos o Senhor intervindo por meio do Samaritano para salvar esse homem. E essa é uma figura do Senhor. O levita o viu e passou para o outro lado, bem como o sacerdote. Quem seriam o levita e o sacerdote para nós? A religião misturada com obras, e estamos cansados de saber que esses dois elementos não irão nos ajudar. Agora, o Samaritano, homem desprezado pelos Judeus foi lá e tratou das feridas desse homem. Esse é o Senhor. Ele vai atrás, Ele cura, Ele cuida, Ele faz tudo por nós.
Então irmãos, na hora que vier a fome, não desanime, olha para Ele e ore a Ele. Por que, Senhor? Por que eu estou com fome? Eu sei que o problema sempre vai ser meu. Por isso, não procure lançar culpa nos irmãos, colocar culpa nisso ou naquilo, nós somos culpados. Aquele jovem de Lucas 15, que é o filho ‘gastão’, significado de “pródigo”, falou: “[eu pequei] pequei contra o céu e perante ti”. Ele ficou lá sentado se lamentando? Não, ele se levantou e voltou ao lugar de onde tinha saído. E foi o que também aconteceu com esse homem o qual o Samaritano ajudou, foi o que aconteceu com Noemi, embora tenha perdido seu marido e filhos, e também com Jonas.
Não existe bênção fora de Cristo. Muitas vezes nos enganamos com o pensamento de que podemos ter algo fora de Cristo. Deus está dando o testemunho de que não há nada fora de Cristo. E Ele sempre vai trabalhar para mover os nossos corações para entender isso. E Ele é capaz. Nós vemos isso muitas vezes acerca do próprio evangelho, quando pensamos: ‘Nem vou falar nada para essa pessoa porque ela não vai acreditar’. E não é assim, aqueles que muitas vezes são escarnecedores, fazem isso justamente porque não têm paz. Teve uma ocasião em que um irmão estava distribuindo folheto abordou uma pessoa que picou todo o folheto evangelístico que recebeu e jogou os pedaços na sua cabeça, colocou a mão no bolso e foi embora. Depois essa pessoa foi atrás do irmão e, desesperada, porque quando ele colocou a mão no bolso ficou um pedacinho de papel grudado na mão dele, perguntou: ‘Olha, você me desculpa, mas: O que Jesus disse?’ O papel que estava grudado em sua mão continha apenas a frase: “E Jesus disse”, que lhe aguçou a curiosidade. E, a partir desse acontecimento, o irmão pregou o evangelho a ele. Então, não tem limites para misericórdia do Senhor alcançar uma pessoa.
Então, quando vem a provação nós não devemos tentar preencher nossas vidas com algo que só Ele pode preencher. Nós estamos cansados de saber que o Senhor é sempre o suficiente para nós. E aquele vazio que nós sentimos somente Cristo pode preencher e nada mais. Que essas poucas palavras sirvam de ânimo, porque o caminho muitas vezes fica duro, às vezes vem a prova, vem a fome, mas não podemos esquecer de que o Senhor está sempre ao nosso lado a cada dia.
Quando se levantar de manhã, lembre-se de que o Senhor está do seu lado aonde quer que vá. Aí também temos duas outras questões: primeiramente veja aonde você vai levar o Senhor e depois lembre-se de que você pode falar com Ele. Esse bendito Salvador que nos amou tanto está do nosso lado, fale com Ele que Ele irá responder.
Editado.
Link áudio:
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Diferença entre Vida Eterna e Viver para Sempre. Tem???
Alguns pensamentos sobre
‘A Vida Eterna’ e o ‘Viver para Sempre’.
O jovem rico ( Mateus
19.16 )ao indagar do Senhor o que ele deveria fazer para alcançar a vida
eterna, o Senhor respondeu-lhe: “Não matarás, não cometerás adultério, não
furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe e amarás o
teu próximo como a ti mesmo”.
Isso pode soar um pouco
estranho ao lembrarmos as várias vezes que João menciona a posse da vida eterna
sempre relacionada ao crer no Senhor Jesus, sempre dando a entender que não são
as obras que nos farão alcançar a “vida eterna” e sim a
fé no bendito Salvador Jesus.
Quando o jovem rico (judeu)
perguntou ao Senhor Jesus sobre vida eterna se referia à ‘vida para sempre’,
pois os judeus sabiam que a Lei prometia vida eterna, ou seja, a vida aqui
neste mundo aos que a obedecessem, mas até então ninguém havia vivido mais que
o tempo normal de uma vida comum.
O mesmo ocorreu quando
aquele ‘doutor da Lei’ ( Lucas 10.25 ) querendo colocar o Senhor à prova,
perguntou-Lhe: “Mestre, que farei para herdar a vida eterna?” O Senhor
novamente faz menção da Lei, e ao ouvir o doutor da Lei citá-la,o Senhor disse:
“Respondeste bem; faze isso e viverás”.
A Lei: “Portanto
os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais fazendo-os o
homem,viverá por eles: Eu sou o Senhor”. ( Lv 18.5; Ne 9.29; Ez 20.13; Rm
10.5; Gl 3.12.)
A Graça:
“Quem crê no Filho tem a vida eterna”.
Não devemos confundir
isso: para Israel, a esperança, as promessas e as bênçãos são todas terrenas, mas
para a Igreja,são todas celestiais.
Assim também em Atos, como
em todas as Epístolas do Novo Testamento, quando se faz referência acerca da ‘vida
eterna’ sempre existe uma relação com o ‘conhecer Deus’ e crer na Obra e na
Pessoa do Senhor Jesus.
A vida eterna está geralmente nas Escrituras em contraste com a morte. Ela é revelada no Senhor Jesus.
"Ele é o verdadeiro Deus e a Vida Eterna."
"E o testemunho é
este: que Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em Seu Filho, quem tem o Filho tem a vida: quem não tem o Filho de Deus não tem a vida."
( 1 João 5:11,12 ). “Aquele que tem o Filho de Deus, portanto, tem a vida agora, e sabe isso pelo Espírito
Santo, o Espírito da vida.”
( 1 João 5:20 ) O apóstolo João fala da vida como um estado subjetivo nos crentes,
embora inseparável do conhecimento de Deus plenamente revelado como
o Pai no Filho, e de fato caracterizado por isso.O Senhor disse: "E a vida eterna é esta: que Te conheçam,
a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” ( João 17:3 ).
O
apóstolo Paulo apresenta a vida eterna mais como uma esperança diante do cristão
( Tito 1.2; 3.7 ), uma vez que
entendemos que a vida eterna para o cristão refere-se à sua plenitude para a glória de Deus, quando o
atual corpo, como parte da velha criação, será mudado e haverá plena
conformidade com Cristo,segundo o propósito de Deus. Entretanto ela tem um presente efeito moral; o desejo de Deus é
que o cristão, habitado pelo Espírito Santo, deve saber (ter
o conhecimento consciente de) que ele tem a vida eterna.
( 1 João 5:13 ).
Para o
cristão, é evidente que a vida eterna é moralmente distinta da vida segundo a carne.
Lemão
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Deus Predestinou o Homem para a Perdição?
Muitos tem sentido certo desconforto espiritual porque alguns têm afirmado que não é possível ter-se a certeza da salvação neste mundo por não poder saber se tem sido eleito.
A Palavra de Deus diz: Para que todo aquele que crê não pereça, mas tenha a vida eterna (João 3.16).
É certo que ninguém negará que Deus tem dito a verdade, mas infelizmente o homem não se manteve no que estava escrito na Palavra de Deus, antes permitiu que o seu entendimento fosse mais além, com o fim de tirar conclusões lógicas. O resultado a que chegou foi fazer afirmações que estão contra a Palavra de Deus e que na realidade constituem uma desonra para o Seu nome.
A assim chamada ‘doutrina da predestinação’ diz que Deus predestinou uns para a salvação, mas que decidiu rejeitar outros.
É bom lermos os versículos de Romanos 9.8-23, que falam claramente do assunto.
GRAÇA NÃO SÓ PARA OS JUDEUS
Nos primeiros capítulos da Epístola aos Romanos, nós encontramos descrita a condição do homem e a manifestação de Deus concernente a isto. O homem, tanto judeu como o gentio, estão perdidos sem esperança alguma. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus; e a resposta de Deus é: Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus (Romanos 3.23,24). Mas se todos são salvos somente sobre a base da graça, então ela não se limita aos Judeus. Assim que a graça é também para as nações que não são judaicas.
Isto, porém, os judeus não queriam. Eles ocupavam um lugar de privilégio e queriam mantê-lo. Por isso a sua grande inimizade é manifestada sempre que o mesmo evangelho é pregado aos Gentios (Atos 13.45-50; 15.1; 17.5; 28.25-29).
Em Romanos capítulos 9 a 11 o apóstolo trata da questão de harmonizar a igualdade entre os Judeus e os Gentios a respeito do Evangelho de acordo com a posição especial que Deus havia outrora dado aos Judeus.
A SEMENTE DE ABRAÃO
No capítulo 9.6-9 de Romanos vemos que o primeiro argumento invocado pelos Judeus foi que eles eram a semente de Abraão.
Se esta era a base, então eles teriam que reconhecer também Ismael como descendente. Porem, poderiam ainda argumentar que Ismael era filho da escrava e não de Sara; então o apóstolo continua nos versículos 10-13 mostrando que Jacó e Esaú tinham o mesmo pai e a mesma mãe e nasceram ao mesmo tempo. Não obstante, Esaú, ainda que fosse o maior, não foi o patriarca do povo de Deus; e isto não porque Jacó era melhor, pois, já antes do seu nascimento Deus havia dito que o maior serviria o menor.
Assim vemos que os Judeus não tinham recebido esta posição com base no direito, mas com base na soberania de Deus. Se eles tivessem apelado para os seus direitos, então teriam também de reconhecer os Árabes como povo de Deus.
Vemos também que não é uma questão de predestinação ou rejeição para a eternidade, mas somente segundo a sua posição privilegiada na Terra.
As palavras do versículo 13 normalmente usadas como prova da doutrina da rejeição, quem o faz confunde os versículos 12 e 13. O que está escrito no versículo 12 é o que Deus realmente havia dito antes dos meninos haverem nascidos, mas não antes da fundação do mundo, como está escrito a nosso respeito em Efésios 1.4. O assunto em questão trata-se de uma posição terrena, e isto anunciou Deus imediatamente antes do nascimento (versículo 10). Mas o versículo 13 é extraído de Malaquias 1 onde Deus disse isto aproximadamente mil e quatrocentos anos depois da vida de Jacó e Esaú - depois de haver sido vista a sua vida e a dos seus descendentes. Em Hebreus 12.16,17 Esaú é chamado devasso e profano, que por um manjar vendeu o seu direito de primogenitura e não achou lugar para arrependimento.
Então chegamos ao versículo 15: Compadecer-me-ei de quem me compadecer e terei misericórdia de quem me tiver misericórdia. Esta passagem é tirada de Êxodo 33.19, o povo tinha levantado o bezerro de ouro e rejeitado o Senhor (Êxodo 32.4). Merecia o juízo (Êxodo 32.10); porém Moisés orou por eles. Então Deus manifesta uma vez mais a Sua graça e poupa o povo. Estas palavras mostram a evidência que Deus Se reserva o direito de dispensar graça, até mesmo quando o castigo é merecido. Israel era o povo de Deus somente sobre o fundamento da graça. Mas como podem estas palavras ser uma prova da doutrina da rejeição?
O versículo 15 estabelece o princípio da graça. Todos estão debaixo do juízo e somente a misericórdia de Deus pode dar o escape. Se a partir de hoje um homem não pecasse mais (caso pudesse fazê-lo!) que lhe aproveitaria isso? Ainda assim teria que submeter-se ao juízo por aqueles pecados que tivesse antes cometido.
DEUS ENDURECE ALGUNS HOMENS
O versículo 17 é uma citação de Êxodo 9.16, Deus disse a Faraó que endureceria o seu coração para manifestar-lhe todo o Seu poder, mas temos de ler o que está escrito antes, em Êxodo 5.2 onde Faraó disse: Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tão pouco deixarei ir Israel. Em seguida torna mais pesado o serviço do povo (Êxodo 5.17). Apesar de todos os sinais e juízos que Deus enviou, Faraó não obedeceu à vontade do Senhor. Então Deus diz: Agora endurecerei o teu coração para que todo o peso do meu juízo caia sobre ti.
Deveras o Senhor havia dito anteriormente que o faria (Êxodo 4.21), pois sabia antecipadamente que Faraó não escutaria, conhecia o coração de Faraó (Êxodo 3.18). Porém não foi antes de haver falado a Faraó várias vezes e de lhe haver mandado vários sinais e pragas, e de Faraó haver dito que deixaria ir o povo, faltando cada vez à sua palavra, que Deus lhe endureceu o coração (Êxodo 9.12).
É uma verdade solene que Deus às vezes endurece os corações! Fez a Faraó, faz às vezes no tempo presente. E, em breve, depois do arrebatamento da Igreja (dos salvos), fará a todos os que têm ouvido o Evangelho, mas não o têm aceitado (II Tess.2.11). Porém, Deus nunca endurece os corações antes de ter dado aos homens oportunidade para se converterem (Jó 33.14-30). Isso é muito diferente do que diz a doutrina da rejeição.
DEUS É SOBERANO EM SEUS ATOS
Romanos 9.19-21 tratam principalmente desta questão. Deus não tem o direito de fazer com as Suas criaturas o que Ele quer? Se Deus quisesse fazer de um homem um vaso para a honra e de outro um vaso para desonra, não teria o direito disso? Pode uma criatura pedir contas ao Criador? Deus, como Criador, tem o direito de fazer com as Suas criaturas o que quer. Tem o direito de dar graça a um e destinar outro para o castigo eterno. O versículo 21 diz que Ele tem o direito de fazer, mas Ele não faz uso deste último direito. Deus é justo, é santo e é amor e nunca está em contradição Consigo mesmo.
O versículo 21 fala disto. Faz-se alusão a Jeremias 18. Ali Deus indica o Seu direito de fazer com Israel o que quer. O oleiro faz do barro um vaso, mas quando ele se quebra, faz do mesmo barro outro.
Então veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Não poderei eu fazer de vós como fez o oleiro, ó casa de Israel? Diz o Senhor: eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.
Se alguém se arrepende de sua maldade Deus se arrependerá do juízo que pensava executar e lhe mostrará graça. Para esse fim Deus serve-Se da Sua soberania!
OS VASOS DA IRA PREPARADOS PARA PERDIÇÃO!
Romanos 9.22,23 mostra o mesmo princípio; apesar de esses versículos serem usados muitas vezes como uma grande prova a favor da doutrina da rejeição, na realidade esta passagem é a maior prova contra essa doutrina.
O versículo 22 fala dos vasos da ira preparados para a perdição. Quem os preparou? Não é dito aqui. Mas, que Deus não o fez é bem claro no contexto. Poderia dizer-se que “Deus os suportou com muita paciência” se Ele mesmo os tivesse preparado para a perdição? Veja-se também a diferença com o versículo 23, onde efetivamente está escrito que Ele tem preparado de antemão os vasos de misericórdia que já dantes preparou. É claro que os vasos da ira se prepararam a si mesmos. Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente entesouras ira para ti, no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus. Rom. 2.5.
A PALAVRA DE DEUS DESCONHECE A PREDESTINAÇÃO PARA REJEIÇÃO
Nas Escrituras não há nem uma só evidência de que Deus haja tomado uma decisão para rejeição, nem de que haja destinado determinadas pessoas para a perdição eterna. Pelo contrário, isto está em contradição com o que Deus tem revelado de Si mesmo na Sua Palavra.
Será que Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e que deu Seu Filho Jesus Cristo em resgate por todos, afim de que todos pudessem participar Dele, tenha destinado uma parte deles para a perdição eterna? E assim há muitas passagens sobre o assunto, como exemplo João 3.16, Romanos 3.22, I João 2.2, etc.
Graças a Deus, pobres pecadores foram predestinados para a glória eterna. Mas em nenhuma parte da Palavra de Deus se fala de eleição para condenação.
Em contrapartida, a Palavra de Deus diz: E quem quiser tome de graça da água da vida (Ap 22.17). Deus nosso Salvador,...quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade (I Tim 2.4).
E se não podemos reconciliar estes dois lados da verdade, resta-nos o versículo: os Meus pensamentos são mais altos do que os vossos pensamentos Is 55.9. Qual o homem que ousaria atrever-se a pensar que em seu intelecto pode compreender e julgar a sabedoria e os desígnios de Deus? Porventura, Não faria justiça o juiz de toda a terra? (Gen. 18.25).
Por Luís D S Campos – Lemão
Batismo - Lemão
O
batismo faz com que aquele que é batizado se torne um discípulo daquele em cujo
‘nome’ foi batizado.
terça-feira, 6 de março de 2012
Apartar-se
“Entretanto o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que Lhe pertencem. E mais: Aparta-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor.” 2º Timóteo 2.19
Muitos, ao ler esse versículo acima pensam que o ‘apartar-se’ diz respeito somente a não concordar com doutrinas que estão em desconformidade com a Palavra de Deus (a Bíblia), porém, isso vai mais além, porque o assunto neste capitulo acerca da separação está conectado com os ‘vasos’, que são ‘pessoas’ e não apenas ‘ideias ou doutrinas’.
Repare no versículo a seguir, traduzido do texto grego original: “Assim, pois, se alguém a si mesmo se purificar destes (não ‘destes erros’ ou ‘destas coisas’) será utensílio para honra, santificado e útil ao seu possuidor...” 2º Timóteo 2.21
Na Bíblia, a palavra ‘purificar’ é encontrada somente nesse capítulo e em 1º Coríntios 5.7, pois, os cristãos em Corinto tiverem que se livrar do ‘velho fermento’ colocando-o fora da massa, tiveram que tirar dentre eles aquele (a pessoa) que havia cometido tal pecado; aqui, em Timóteo ‘aquele que professa o nome do Senhor’ tem que se purificar dos vasos (apartando-se a si mesmo desses).
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A responsabilidade de uma Assembleia reunida ao nome do Senhor é a de julgar e até mesmo tirar da comunhão dos santos alguém que, pelo seu proceder, desonre o nome do Senhor.
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Porém, não compete a nós julgar - tampouco dizer se são salvos ou não - aqueles que estão contaminados com algum tipo de pecado e que professam a fé cristã estando “na grande casa”, que é a esfera daqueles que professam o nome do Senhor. Para essa situação fica o que Paulo diz: “o Senhor conhece os que Lhe pertencem”, e acrescenta: “Aparte-se da injustiça (iniquidade) todo aquele que professa o nome do Senhor”.
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Interessante notar que o apóstolo Paulo ao citar Himeneu e Fileto (vers. 17) diz algo sobre a má doutrina que eles estavam pregando, porém, não diz que Timóteo deveria se inteirar daquilo que falavam para poder julgar os erros nos quais caíram. Paulo diz que “a palavra (linguagem) deles corroem como gangrena (câncer)” e estavam “pervertendo a fé de alguns” – pervertendo a fé daqueles que estavam dando ouvidos ao que eles falavam.
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Temos no livro de Ageu cap.2.12,13 algo muito interessante que nos mostra que santidade não se passa pelo contato (pelo convívio), mas a contaminação sim.
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“Se alguém leva carne santa nas aba de sua veste e elas vierem a tocar no pão, ou no cozinhado, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outro mantimento, ficará isto santificado? Responderam os sacerdotes: Não. Então perguntou Ageu: Se alguém que se tinha tornado impuro pelo contato com um corpo morto, tocar nalguma destas coisas, ficará ela imunda? Responderam os sacerdotes: Ficará imunda.”
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Separado, mas não para estar só...
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“Mas, foge das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com aqueles que invocam o Senhor com um coração puro” (versículo 22).
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Esse versículo é um consolo para os que dão o passo de separação, pois o Senhor não os deixará só. Ele tem “aqueles que O invocam com um coração puro”, e os de “coração puro” são os que já deram o primeiro passo (se purificaram).
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Nesses versículos vemos dois passos:
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Primeiro - separação – separar-se ‘de algo’, em nosso texto ‘separar-se dos vasos de desonra, dar um passo fora do sistema religioso’.
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Segundo - santificação – santificar-se é ‘para algo’, em nosso texto ‘santificado para o seu possuidor’ (para o Senhor) - estar junto com aqueles que invocam o Senhor com um coração puro.
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Mais um detalhe: “Aparta-se” é uma ação feita por ‘si mesmo’, ou seja, você mesmo deve fazer isto, e não é ‘para si mesmo’, apartar-se para ficar só.
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A responsabilidade de uma Assembleia reunida ao nome do Senhor é a de julgar e até mesmo tirar da comunhão dos santos alguém que, pelo seu proceder, desonre o nome do Senhor.
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Porém, não compete a nós julgar - tampouco dizer se são salvos ou não - aqueles que estão contaminados com algum tipo de pecado e que professam a fé cristã estando “na grande casa”, que é a esfera daqueles que professam o nome do Senhor. Para essa situação fica o que Paulo diz: “o Senhor conhece os que Lhe pertencem”, e acrescenta: “Aparte-se da injustiça (iniquidade) todo aquele que professa o nome do Senhor”.
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Interessante notar que o apóstolo Paulo ao citar Himeneu e Fileto (vers. 17) diz algo sobre a má doutrina que eles estavam pregando, porém, não diz que Timóteo deveria se inteirar daquilo que falavam para poder julgar os erros nos quais caíram. Paulo diz que “a palavra (linguagem) deles corroem como gangrena (câncer)” e estavam “pervertendo a fé de alguns” – pervertendo a fé daqueles que estavam dando ouvidos ao que eles falavam.
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Temos no livro de Ageu cap.2.12,13 algo muito interessante que nos mostra que santidade não se passa pelo contato (pelo convívio), mas a contaminação sim.
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“Se alguém leva carne santa nas aba de sua veste e elas vierem a tocar no pão, ou no cozinhado, ou no vinho, ou no azeite, ou em qualquer outro mantimento, ficará isto santificado? Responderam os sacerdotes: Não. Então perguntou Ageu: Se alguém que se tinha tornado impuro pelo contato com um corpo morto, tocar nalguma destas coisas, ficará ela imunda? Responderam os sacerdotes: Ficará imunda.”
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Separado, mas não para estar só...
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“Mas, foge das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com aqueles que invocam o Senhor com um coração puro” (versículo 22).
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Esse versículo é um consolo para os que dão o passo de separação, pois o Senhor não os deixará só. Ele tem “aqueles que O invocam com um coração puro”, e os de “coração puro” são os que já deram o primeiro passo (se purificaram).
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Nesses versículos vemos dois passos:
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Primeiro - separação – separar-se ‘de algo’, em nosso texto ‘separar-se dos vasos de desonra, dar um passo fora do sistema religioso’.
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Segundo - santificação – santificar-se é ‘para algo’, em nosso texto ‘santificado para o seu possuidor’ (para o Senhor) - estar junto com aqueles que invocam o Senhor com um coração puro.
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Mais um detalhe: “Aparta-se” é uma ação feita por ‘si mesmo’, ou seja, você mesmo deve fazer isto, e não é ‘para si mesmo’, apartar-se para ficar só.
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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Fé
Essa é uma palavra que está relacionada com a palavra ‘crer’, e na verdade as duas não podem ser separadas.
No Velho Testamento a palavra ‘fé’ é pouco mencionada, creio que somente duas vezes, em contraste com o Novo Testamento onde ocorre mais de duzentas vezes.
A primeira vez que isso ocorre no Velho Testamento é quando se diz sobre Abraão que "ele creu no Senhor, e isto lhe foi imputado para justiça" (Gênesis 15: 6). Isso é falado em Romanos 4.24 onde a fé do crente é imputada como justiça, ou seja, quem crer Naquele que ressuscitou o Senhor Jesus dentre os mortos, a justiça lhe será imputada.
Pode ser chamada de fé salvadora. É a confiança em Deus fundada na Sua palavra; é acreditar em uma pessoa, como Abraão creu em Deus. "Quem crê no Filho tem a vida eterna" (João 3: 36).
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Não há virtude ou mérito na fé em si, mas há nas ligações da alma com Deus. A fé é realmente o dom de Deus (Efésios 2.8). A salvação está no princípio da fé em contraste com as obras da lei (Romanos 10: 9).
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A verdadeira fé, porém, se manifesta através de boas obras. Se um homem diz que tem fé, é razoável dizer-lhe: "Mostre-me a tua fé por tuas obras” (Tiago 2: 14-26). Caso contrário, se a fé não se manifesta é descrita como 'morta', e é totalmente diferente da real, da fé atuante.
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A aceitação mental do que é afirmado, como uma mera questão de história, isso não é fé, pois, um homem natural pode crer em coisas tais como aquelas que "também os demônios creem e tremem", mas a verdadeira fé dá alegria e paz.
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Não há virtude ou mérito na fé em si, mas há nas ligações da alma com Deus. A fé é realmente o dom de Deus (Efésios 2.8). A salvação está no princípio da fé em contraste com as obras da lei (Romanos 10: 9).
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A verdadeira fé, porém, se manifesta através de boas obras. Se um homem diz que tem fé, é razoável dizer-lhe: "Mostre-me a tua fé por tuas obras” (Tiago 2: 14-26). Caso contrário, se a fé não se manifesta é descrita como 'morta', e é totalmente diferente da real, da fé atuante.
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A aceitação mental do que é afirmado, como uma mera questão de história, isso não é fé, pois, um homem natural pode crer em coisas tais como aquelas que "também os demônios creem e tremem", mas a verdadeira fé dá alegria e paz.
Há também o poder e ação da fé no andar do cristão: "andamos por fé, não pelo que vemos" (2 Coríntios. 5: 7). Vemos tal fé exemplificada na vida dos santos do Antigo Testamento mencionados em Hebreus 11.
O Senhor muitas vezes teve que repreender Seus discípulos pela falta de fé deles no andar diário. O crente deve ter fé no Deus vivo e na ação Dele sobre todos os detalhes de sua vida cotidiana.
A fé às vezes toma o sentido de "a verdade" que foi registrada (foi escrita), na qual o cristão tem crido, para a salvação de sua alma. Por tal verdade o cristão deve batalhar, porque isto é fundamental, pois muitos falsos profetas têm saído pelo mundo e até mesmo têm estado, inadvertidamente, em associação com os santos (Judas 3).
terça-feira, 2 de agosto de 2011
A estrela da manhã (ou da alva) II Pedro 1. 16 - 21
O apóstolo faz alusão à confirmação da palavra profética (com respeito ao reino do Messias no Velho Testamento) recebida da visão no monte santo onde ocorreu a transfiguração do Senhor e apareceram Moisés e Elias que falavam com Ele e estavam presentes Pedro, João e Tiago (Mateus 17, Marcos 9, Lucas 9). Logo, ele diz que os santos, aos quais ele se dirige, fizeram bem em atentar para aquela palavra, como uma candeia que alumia em lugar escuro. Entretanto, ele confidencia que há uma luz mais forte (superior) para a candeia profética, preciosa, tal como a do sol, que excede em brilho a tudo o que tem luz. Além disso, e ainda mais oportuno, que essa luz é auxílio no meio da escuridão. A verdadeira força do texto é, “até que o dia clareie e a estrela da manhã nasça em vossos corações”. Não se faz aqui referência ao dia, ou à época da aparição do Senhor em poder e glória no mundo.
O texto não fala daquilo que vai surpreender e encher a terra de benção depois do julgamento, mas sua finalidade é de encher o coração dos santos com a esperança celestial. A profecia é excelente em seu devido lugar: adverte das más obras, do juízo vindouro e do triunfo final de tudo o que pertence a Deus. A esperança celestial é ainda melhor, o pleno brilho que o apóstolo desejava despertar neles. É notável que a única estrela da manhã da qual a palavra profética tinha falado antes do tempo de Pedro, não falava sobre Cristo, mas sim sobre o Anticristo, tipificado pelo rei da Babilônia em Isaias 14.12.
E em Apocalipse o Senhor é chamado “a estrela da manhã”, não nos detalhes das visões proféticas, mas mencionado em uma das cartas às sete igrejas e nas palavras finais no encerramento do livro. Isto fala de Cristo como o próprio objeto de nossa esperança e desejo ardente, independentes desses eventos terrestres, passados ou futuros, com os quais a profecia se ocupa e que são importantes em seus devidos lugares. Tal candeia é realmente boa, cultivemos nós a melhor luz, a qual Deus pode dar para nosso coração - esperar Cristo como nosso Noivo.
O significado do versículo 20 é que nenhuma profecia da Escritura tem sua própria interpretação, isto é, ‘não é explicada por seu próprio significado’, isoladamente, como uma declaração humana. Deve ser entendida pelo e de acordo com o Espírito que a proferiu. A “profecia” é ‘o sentido da profecia’, o objeto apontado por ela. Ora, profecia não é um ‘ajuntado’ feito por qualquer interpretação humana de uma passagem isolada, que tenha seu próprio significado e sua própria solução, como se um homem a proferisse; porque “qualquer profecia” é uma parte dos pensamentos de Deus, proferida por homens santos que foram movidos pelo Espírito Santo para proferi-la. Na “profecia da Escritura” (vs.20) o apóstolo tem em mente a coisa profetizada, sem perder a ideia do texto.
Cristo é o objeto do Espírito Santo na profecia, tal como era Ele o objeto do Pai no monte da transfiguração. Ao isolar de Cristo qualquer parte da “profecia” perde-se o real entendimento de seu propósito.
“...porque o testemunho de Jesus é o espírito da profecia” (Apocalipse 19.10), vemos neste versículo que “o espírito da profecia”, ou seja, o propósito, o objeto da profecia é dar testemunho de Jesus, assim que, repito, ao isolar de Cristo qualquer parte da “profecia” perde-se o real entendimento de seu propósito.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum...
A continuidade do pecado nas coisas do Senhor está sempre ligada ao ato de ver.
Um homem que é cego, e sabe que é, pode esperar que os seus olhos sejam abertos, mas que se poderá fazer por aquele que pensa ver quando realmente não vê?
“Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum, mas porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado.” João 9.41
Nessa passagem do Evangelho de João, o Senhor está falando não com os pagãos, mas com aqueles que eram os conhecedores das Escrituras na época.
A eles o Senhor também disse: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo não quereis vir a mim para terdes vida.” João 5.39,40
Tinham conhecimento, mas não tinham vida. Não se submeteram às Escrituras, porque elas apontavam para Jesus como o Messias. Porém, não era o que eles queriam.
No versículo 43 o Senhor continua dizendo: “Eu vim em nome de meu Pai e não me recebeis, se outro vier em seu próprio nome, certamente o recebereis.”
Este “outro que virá em seu próprio nome” o Senhor faz menção ao Anticristo.
Veja onde a incredulidade os levou e ainda os levará!
Quão sério foi não terem dado ouvidos às Escrituras!
Hoje acontece o mesmo no triste e lamentável estado da profissão cristã. Crentes, que têm em suas mãos as Sagradas Escrituras se estribam em seus próprios entendimentos, confiando em suas tradições religiosas, etc., ao invés de atentarem para as Escrituras tal como ela é – a Palavra de Deus.
Que o Senhor nos dê um coração submisso às Escrituras e a Ele.
Um homem que é cego, e sabe que é, pode esperar que os seus olhos sejam abertos, mas que se poderá fazer por aquele que pensa ver quando realmente não vê?
“Se fôsseis cegos, não teríeis pecado algum, mas porque agora dizeis: Nós vemos, subsiste o vosso pecado.” João 9.41
Nessa passagem do Evangelho de João, o Senhor está falando não com os pagãos, mas com aqueles que eram os conhecedores das Escrituras na época.
A eles o Senhor também disse: “Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna e são elas mesmas que testificam de mim. Contudo não quereis vir a mim para terdes vida.” João 5.39,40
Tinham conhecimento, mas não tinham vida. Não se submeteram às Escrituras, porque elas apontavam para Jesus como o Messias. Porém, não era o que eles queriam.
No versículo 43 o Senhor continua dizendo: “Eu vim em nome de meu Pai e não me recebeis, se outro vier em seu próprio nome, certamente o recebereis.”
Este “outro que virá em seu próprio nome” o Senhor faz menção ao Anticristo.
Veja onde a incredulidade os levou e ainda os levará!
Quão sério foi não terem dado ouvidos às Escrituras!
Hoje acontece o mesmo no triste e lamentável estado da profissão cristã. Crentes, que têm em suas mãos as Sagradas Escrituras se estribam em seus próprios entendimentos, confiando em suas tradições religiosas, etc., ao invés de atentarem para as Escrituras tal como ela é – a Palavra de Deus.
Que o Senhor nos dê um coração submisso às Escrituras e a Ele.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Para ser salva deve a mulher dar à luz filhos? 1ª.Timóteo 2.15
Para melhor esclarecimento favor ler na Bíblia o texto em 1ª.Timóteo 2.8-15
O apóstolo Paulo está mostrando a ordem que Deus estabeleceu para o homem e para a mulher antes e depois de terem caído em desobediência.
O contexto não está sendo direcionado ao ‘marido’ e à ‘esposa’ como algumas versões bíblicas indicam e sim ao ‘homem (varão) e à mulher (varoa).
O versículo 15 está dizendo que Deus não põe de lado a solene marca do divino julgamento que foi dado em Gênesis 3.16 - “E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez, em meio de dores darás à luz filhos...”; esse é o assunto maior do versículo que estamos considerando em 1ª.Timóteo. É o governo de Deus nisso que permanece até os dias de hoje.
Mas Deus, em Sua misericórdia, atua intervindo de maneira providencial, trazendo socorro e consolo nesse momento pelo qual a mulher tem que passar para ser mãe.
O socorro prometido, porém, é condicionado pela permanência “na fé e amor e santificação, com bom senso”. Logicamente o apóstolo está se referindo à mulher que já é salva e que permanece no exercício dessa nova vida, pois, “a fé, amor e santificação, com bom senso” são características que pertencem a alguém que tem “nova vida”.
O apóstolo Paulo está mostrando a ordem que Deus estabeleceu para o homem e para a mulher antes e depois de terem caído em desobediência.
O contexto não está sendo direcionado ao ‘marido’ e à ‘esposa’ como algumas versões bíblicas indicam e sim ao ‘homem (varão) e à mulher (varoa).
O versículo 15 está dizendo que Deus não põe de lado a solene marca do divino julgamento que foi dado em Gênesis 3.16 - “E à mulher disse: Multiplicarei sobremodo os sofrimentos da tua gravidez, em meio de dores darás à luz filhos...”; esse é o assunto maior do versículo que estamos considerando em 1ª.Timóteo. É o governo de Deus nisso que permanece até os dias de hoje.
Mas Deus, em Sua misericórdia, atua intervindo de maneira providencial, trazendo socorro e consolo nesse momento pelo qual a mulher tem que passar para ser mãe.
O socorro prometido, porém, é condicionado pela permanência “na fé e amor e santificação, com bom senso”. Logicamente o apóstolo está se referindo à mulher que já é salva e que permanece no exercício dessa nova vida, pois, “a fé, amor e santificação, com bom senso” são características que pertencem a alguém que tem “nova vida”.
terça-feira, 22 de março de 2011
Nossas faltas
O Novo Testamento nos ensina que não devemos ficar ocupados com as nossas falhas, porém, não diz que é para nos esquecermos delas, pois, elas servem para nos humilhar.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Os Tempos dos Gentios
“Os Tempos dos Gentios” (Lucas 21.24) teve início no reinado de Nabucodonosor, rei da Babilônia (Daniel 2). Esse “tempo” está relacionado com o período em que os Judeus (Jerusalém) estariam debaixo do jugo dos Gentios.
A volta de Cristo para estabelecer Seu reino colocará fim a este período.
Assim que, a presente dispensação da Graça (período da Igreja na Terra) não é o mesmo que “Os Tempos dos Gentios”.
A dispensação da Graça teve início em Atos 2 com a vinda do Espírito Santo para habitar no crente e entre os crentes (João 14.17).
O Arrebatamento (1 Tessalonicenses 4.13-18 – a Trombeta de Deus) é o que encerrará a presente dispensação.
O arrebatamento não deve ser confundido com a vinda de Cristo. Embora o Senhor venha do céu em ambas as ocasiões, o arrebatamento e a vinda de Cristo são eventos que claramente diferem um do outro. Arrebatamento é quando o Senhor vem PARA os Seus santos (João 14.2,3) - Vinda de Cristo é quando Ele vem COM os Seus santos, os quais foram levados à glória no arrebatamento (Judas 14; Zacarias 14.5).
Também, o Arrebatamento da Igreja não é o marco que dará início a última semana de Daniel, que são os sete anos que se dividem em duas partes de 3½ anos: Princípio das Dores e A Grande Tribulação.
O pacto (aliança) que haverá entre os Judeus e a Confederação Ocidental é que dará início à última semana de Daniel – Daniel 9.27
Essa confederação será o Império Romano revivido chamado “a Besta” (Daniel 2:40-45, 7:7-27, Apocalipse 13:1-3). Será formada por dez nações da Europa Ocidental (Itália, Grã-Bretanha, França, Espanha e outras, e talvez até alguma da América do Norte). Esses países são nominalmente cristãos (isto é, apenas no nome). Eles aparentemente abraçaram o cristianismo e foram, até certo ponto, participantes de sua luz e privilégios, mas não têm fé em Jesus Cristo. Esse grupo de nações também pode ser chamado de Babilônia (política).
E, a invasão do Rei do Norte e sua Confederação Árabe (Daniel 11.40, Ezequiel 30.1-8) encerrarão “a Grande Tribulação”, que os últimos 3½ anos.
Essa confederação será formada pela Turquia, nação de onde provavelmente sairá o líder dessa confederação e por nações árabes – ao norte e leste de Israel (Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Arábia e outros) serão povos muçulmanos.
A volta de Cristo para estabelecer Seu reino colocará fim a este período.
Assim que, a presente dispensação da Graça (período da Igreja na Terra) não é o mesmo que “Os Tempos dos Gentios”.
A dispensação da Graça teve início em Atos 2 com a vinda do Espírito Santo para habitar no crente e entre os crentes (João 14.17).
O Arrebatamento (1 Tessalonicenses 4.13-18 – a Trombeta de Deus) é o que encerrará a presente dispensação.
O arrebatamento não deve ser confundido com a vinda de Cristo. Embora o Senhor venha do céu em ambas as ocasiões, o arrebatamento e a vinda de Cristo são eventos que claramente diferem um do outro. Arrebatamento é quando o Senhor vem PARA os Seus santos (João 14.2,3) - Vinda de Cristo é quando Ele vem COM os Seus santos, os quais foram levados à glória no arrebatamento (Judas 14; Zacarias 14.5).
Também, o Arrebatamento da Igreja não é o marco que dará início a última semana de Daniel, que são os sete anos que se dividem em duas partes de 3½ anos: Princípio das Dores e A Grande Tribulação.
O pacto (aliança) que haverá entre os Judeus e a Confederação Ocidental é que dará início à última semana de Daniel – Daniel 9.27
Essa confederação será o Império Romano revivido chamado “a Besta” (Daniel 2:40-45, 7:7-27, Apocalipse 13:1-3). Será formada por dez nações da Europa Ocidental (Itália, Grã-Bretanha, França, Espanha e outras, e talvez até alguma da América do Norte). Esses países são nominalmente cristãos (isto é, apenas no nome). Eles aparentemente abraçaram o cristianismo e foram, até certo ponto, participantes de sua luz e privilégios, mas não têm fé em Jesus Cristo. Esse grupo de nações também pode ser chamado de Babilônia (política).
E, a invasão do Rei do Norte e sua Confederação Árabe (Daniel 11.40, Ezequiel 30.1-8) encerrarão “a Grande Tribulação”, que os últimos 3½ anos.
Essa confederação será formada pela Turquia, nação de onde provavelmente sairá o líder dessa confederação e por nações árabes – ao norte e leste de Israel (Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Arábia e outros) serão povos muçulmanos.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
O "Arrebatamento" e a "Vinda de Cristo"
É de extrema importância entender a distinção que existe nas Escrituras entre o arrebatamento e a vinda de Cristo.
O arrebatamento não deve ser confundido com a vinda de Cristo.
Embora o Senhor venha do céu em ambas as ocasiões, o arrebatamento e a vinda de Cristo são eventos que claramente diferem um do outro.
Arrebatamento é quando o Senhor vem PARA os Seus santos (Jo 14.2,3) - Vinda de Cristo é quando Ele vem COM os Seus santos (que foram levados à glória no arrebatamento) Jd 14; Zc 14.5.
O arrebatamento pode acontecer a qualquer momento - a vinda de Cristo não acontecerá até cerca de 7 anos após o arrebatamento.
O arrebatamento o Senhor vem secretamente, num piscar de olhos (1 Co 15.52) - em Sua vinda Ele vem publicamente e todo olho O verá (Ap 1.7).
No arrebatamento Ele vem para libertar a Igreja (1 Ts 1.10) - em Sua vinda Ele vem para libertar Israel (Sl 6.1-4).
No arrebatamento Ele vem nos ares para a Sua Igreja, pois é o Seu povo celestial (1 Ts 4.15-18) - em Sua vinda Ele volta à Terra (no local chamado Monte das Oliveiras) para Israel que é o Seu povo terrenal (Zc 14.4,5).
No arrebatamento é o próprio Senhor Quem reúne os Seus santos (1 Ts 4.15-18; 2 Ts 2.1) - em Sua vinda Ele envia os Seus anjos para reunir os eleitos de Israel (Mt 24.30,31).
No arrebatamento Ele leva os crentes para fora deste mundo, deixando para trás os ímpios (Jo 14.2,3) - em Sua vinda os ímpios são tirados do mundo para julgamento e os crentes (aqueles que tiverem se convertido por meio do evangelho do Reino que será pregado durante a tribulação) são deixados para desfrutar de bênçãos na Terra (Mt 13.41-43; 25.41).
No arrebatamento Ele vem para libertar os Seus santos (a Igreja) da ira vindoura (1 Ts 1.10) - em Sua vinda Ele vem para derramar a Sua ira (Ap 19.15).
No arrebatamento Ele vem como o Noivo, para receber Sua noiva, a Igreja (Mt 25.6,10) - em Sua vinda Ele vem como o Filho do Homem em juízo sobre aqueles que O rejeitaram (Mt 24.27, 28).
No arrebatamento Ele vem como a "Estrela da Manhã" que desponta pouco antes de raiar o dia (Ap 22.16) - em Sua vinda Ele vem como o "Sol de Justiça", que é o próprio raiar do dia (Ml 4.2).
No arrebatamento Ele vem sem quaisquer sinais, pois o cristão anda por fé e não por vista (2 Co 5.7) - já a Sua vinda será cercada de sinais pois os judeus pedem sinais (Lc 21.11,25-27; 1 Co 1.22).
Nas Escrituras NUNCA é feita referência ao arrebatamento como um "ladrão de noite". Este termo refere-se à vinda do Senhor (1 Ts 5.2; 2 Pd 3.10; Mt 24.43; Ap 16.15; 3.3).
Em um certo sentido há três vindas. Sua vinda PARA o que era Seu (Primeira Vinda Jo 1.10,11; Hb 10.7), Sua vinda PARA os que Lhe pertencem (Arrebatamento Jo 14.2,3; 1 Ts 4.15-18), e Sua vinda COM os que Lhe pertencem (A Vinda de Cristo Jd 14).
O arrebatamento não deve ser confundido com a vinda de Cristo.
Embora o Senhor venha do céu em ambas as ocasiões, o arrebatamento e a vinda de Cristo são eventos que claramente diferem um do outro.
Arrebatamento é quando o Senhor vem PARA os Seus santos (Jo 14.2,3) - Vinda de Cristo é quando Ele vem COM os Seus santos (que foram levados à glória no arrebatamento) Jd 14; Zc 14.5.
O arrebatamento pode acontecer a qualquer momento - a vinda de Cristo não acontecerá até cerca de 7 anos após o arrebatamento.
O arrebatamento o Senhor vem secretamente, num piscar de olhos (1 Co 15.52) - em Sua vinda Ele vem publicamente e todo olho O verá (Ap 1.7).
No arrebatamento Ele vem para libertar a Igreja (1 Ts 1.10) - em Sua vinda Ele vem para libertar Israel (Sl 6.1-4).
No arrebatamento Ele vem nos ares para a Sua Igreja, pois é o Seu povo celestial (1 Ts 4.15-18) - em Sua vinda Ele volta à Terra (no local chamado Monte das Oliveiras) para Israel que é o Seu povo terrenal (Zc 14.4,5).
No arrebatamento é o próprio Senhor Quem reúne os Seus santos (1 Ts 4.15-18; 2 Ts 2.1) - em Sua vinda Ele envia os Seus anjos para reunir os eleitos de Israel (Mt 24.30,31).
No arrebatamento Ele leva os crentes para fora deste mundo, deixando para trás os ímpios (Jo 14.2,3) - em Sua vinda os ímpios são tirados do mundo para julgamento e os crentes (aqueles que tiverem se convertido por meio do evangelho do Reino que será pregado durante a tribulação) são deixados para desfrutar de bênçãos na Terra (Mt 13.41-43; 25.41).
No arrebatamento Ele vem para libertar os Seus santos (a Igreja) da ira vindoura (1 Ts 1.10) - em Sua vinda Ele vem para derramar a Sua ira (Ap 19.15).
No arrebatamento Ele vem como o Noivo, para receber Sua noiva, a Igreja (Mt 25.6,10) - em Sua vinda Ele vem como o Filho do Homem em juízo sobre aqueles que O rejeitaram (Mt 24.27, 28).
No arrebatamento Ele vem como a "Estrela da Manhã" que desponta pouco antes de raiar o dia (Ap 22.16) - em Sua vinda Ele vem como o "Sol de Justiça", que é o próprio raiar do dia (Ml 4.2).
No arrebatamento Ele vem sem quaisquer sinais, pois o cristão anda por fé e não por vista (2 Co 5.7) - já a Sua vinda será cercada de sinais pois os judeus pedem sinais (Lc 21.11,25-27; 1 Co 1.22).
Nas Escrituras NUNCA é feita referência ao arrebatamento como um "ladrão de noite". Este termo refere-se à vinda do Senhor (1 Ts 5.2; 2 Pd 3.10; Mt 24.43; Ap 16.15; 3.3).
Em um certo sentido há três vindas. Sua vinda PARA o que era Seu (Primeira Vinda Jo 1.10,11; Hb 10.7), Sua vinda PARA os que Lhe pertencem (Arrebatamento Jo 14.2,3; 1 Ts 4.15-18), e Sua vinda COM os que Lhe pertencem (A Vinda de Cristo Jd 14).
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